1 de jul. de 2014

3x03 - Desligue-se


The way I love you

3ª temporada

Episódio 3 – Desligue-se

Anteriormente, em The way I love you...

“ Ele passou pela catraca e subiu as escadas até o terceiro andar. Parou na frente da porta de número 304 e entrou sem bater.”

Continua...

Joe acordou antes das seis e meia, e observou Demi respirar lentamente através dos tubos transparentes por quase meia hora. Ele se lembrava perfeitamente da maioria dos momentos que passaram juntos antes de tudo isso acontecer. Dos bons momentos, dos ruins – e foram muitos  -, das doenças, dos acidentes, mas também das alegrias, surpresas, da gravidez... Ele mais do que tudo lamentava o fato dela não ter visto os filhos crescerem. Esse era o sonho dela.

Joe acariciava a mão delicada de Demi quando Lisbeth chegou ao quarto.

- Bom dia! Há quanto tempo está acordado?

- Pouco mais de meia hora.

- E esteve contemplando-a esse tempo todo?

- Como negar? Ela é linda.

- É verdade. Você tem muita sorte, Joe.

- Queria poder dizer que sim, mas... Se eu tivesse sorte ela não estaria assim.

- Joe, eu recebi os últimos exames dela hoje. Você quer saber o que há de novo?

- Se for necessário...

- Então deixe-me te falar. É melhor você se assentar. – ele piscou os olhos duas vezes antes de se assentar no sofá cinza de dois lugares.

- Demi pode estar correndo sérios riscos, Joe. Não que ela não estivesse antes, e eu tenho que dizer que para ter sobrevivido por seis anos ela é uma guerreira, mas dessa vez é mais grave. O coração dela está batendo cada vez mais fraco, e há um sério risco de ela ter uma morte cerebral muito em breve. – Joe encolheu-se, colocando as mãos ao redor da cabeça. Ele olhou para Demi de soslaio, e disse, como que cuidadoso:

- E se a desligássemos?

- O que? – a enfermeira olhou para ele de repente.

- Todos sofreríamos menos, Beth. Já fazem 6 anos. Nós todos sabemos que ela não vai acordar.

- Talvez acorde. Joe, o caso dela é grave, mas não é o mais grave que eu já vi. Já houve pessoas nesse hospital no pior dos níveis de coma, elas tinham menos de 85% de chance de sobreviver, e algumas delas sobreviveram.

- Elas ficaram 6 anos em estado vegetativo?

- Não. As duas que sobreviveram passaram seis meses e um ano em coma.

- Duas? Quantas pessoas em nível grave de coma passaram por aqui? – Lisbeth enrolou por alguns segundos.

- Dezessete.

- Viu? Beth, por mais que eu a ame, e por mais que eu não a queira ver partir, eu preciso deixá-la ir. E eu sei que se eu mandar desligá-la eu vou me culpar pelo resto da vida, mas pelo menos eu vou deixa-la descansar. Eu construí outra vida, Beth. E eu preciso viver em paz.

***

Cat logo veio abraçar o pai quando ele chegou. Ele parecia preocupado, assustado, talvez até choroso, e ela logo percebeu. Antes que dissesse qualquer coisa, Joe a abraçou mais forte, e ela não recuou. Agarrou-se no pescoço dele como se fosse ela tudo o que ele precisava. E era. Joe derramou-se em lágrimas enquanto abraçava a filha, que nada perguntou sobre o motivo.

Alguns segundos depois ele a soltou, ainda que relutante.

- Sinto muito, papai. Mesmo que eu não saiba pelo que. – Joe olhou no fundo dos olhos dela, e balançou a cabeça, concordando. Ele disse, depois de um tempo:

- Você tem os olhos dela. – E sorriu.

- De quem?

- Da sua mãe. – Beijou a testa dela e se levantou, indo até a cozinha cumprimentar Ashley e os filhos, que a ajudavam a preparar o café da manhã.

***

Mais tarde, Catarina observou os olhos da mãe, Caroline, e constatou que seu pai estivera completamente equivocado. Os olhos de sua mãe eram azuis e pequenos, e os dela eram castanhos e profundos. Achou que seu pai estava ficando maluco, e voltou para a casinha de madeira no quintal, onde sua irmã passara toda a tarde de domingo.

Joe passou o resto da tarde de domingo com os filhos, na casa de Ashley. Ela não andava tão mais abatida como depois da notícia da morte da irmã. Depois de seis anos, parecia que o mundo voltara a girar da mesma forma como sempre girara.

As coisas mudaram muito, é verdade. As coisas, e as pessoas.

Nick vendeu sua casa e se mudou para um bairro próximo ao centro. Raramente ligava para Joe, nem que para saber dos sobrinhos. A última vez que o vira foi há seis meses, quando ele veio até a igreja onde Selena foi, simbolicamente, velada. Ele trazia flores. Astromélias. As preferidas dela. Joe sabia que, dentro daquele coração amargurado por um amor sofrido, ainda existia o mesmo homem com quem vivera por toda a sua vida. O verdadeiro Nicholas.

Joe não sabia do paradeiro dos causadores das inúmeras coisas ruins que sucederam em sua vida. Ouviu dizer que Taylor fugiu do país, para algum lugar na América Central, onde certamente viveria em condições precárias, porém ninguém nunca confirmou nada.

O resto das pessoas havia simplesmente desaparecido no meio da confusão. Selena fora dada como morta, Demi entrou em um coma profundo. Miley e Liam passaram um tempo juntos, mas sabe-se lá porque se separaram. Lucy evaporou por entre a multidão. Ninguém se deu ao trabalho de prestar atenção neles dada a situação de Demi e Selena.

Queriam uma resposta, e só. É isso? Tudo acaba assim?


 

 

 

3 comentários:

  1. ............ você me fez chorar !!T.T
    Eu tinha conseguido me segurar quando disseram ao Joe sobre o estado da Dem.. Mas quando mostrou que a filha achava que a mãe é a Caroline... Eu desabeeeei !!!!
    Espero que ele não tenha feito a cagada de desligar os aparelhos !!! Ainda que poucas.. HA CHANCES !!!
    E eu sou das esperançosas !!
    Quero muuito saber da Sel
    O mais facil seria deixar o Taylor sumido mesmo..
    E amo muuito a parte da Miley... A verei no proximo Cap ?? ^^

    Xoxo

    Posta logo baby !!
    Miss yaa

    -T.

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  2. Darling, cade você ??? :(

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