3 de set. de 2014
2 de set. de 2014
3x05 - Esteja aqui, comigo, e serei feliz.
The way I love you
3ª temporada
Episódio 5– Esteja aqui, comigo, e serei feliz
Anteriormente, em The way I love you...
“- Beth, por mais que eu a ame, e por mais que eu não a queira
ver partir, eu preciso deixá-la ir. E eu sei que se eu mandar desligá-la eu vou
me culpar pelo resto da vida, mas pelo menos eu vou deixá-la descansar. Eu
construí outra vida, Beth. E eu preciso viver em paz.”
Continua...
Os dias demoravam mais do que o normal para passar, o que era um
tanto estranho. Joe esperava mais do que nunca por um sinal de esperança, da
dimensão que fosse, que o fizesse mudar de ideia. E foi exatamente o que ele
teve.
Em uma de suas últimas visitas ao hospital, poucos dias antes da
data marcada para desligar os aparelhos, quando todos os visitantes já haviam
ido embora, e somente ele permanecera, um chamado no auto falante do hospital o
deixou estático.
“Dr. Leminski, favor comparecer ao quarto 304, situação
urgente.”
Joe subiu as escadas correndo, e entrou rapidamente no quarto.
- O que...?
Lisbeth fez um sinal para que ficasse quieto. Joe observou Demi
mover a mão um pouco para o lado, e seu coração de repente acelerou. Um homem
de jaleco entrou no quarto em pouco tempo.
- Boa noite. – ele cumprimentou Joe com um aperto de mão e tirou
um pouco de álcool em gel de um potinho no bolso, esfregando-o nas mãos. Foi
até a cama de Demi e sentiu a pulsação dela, olhando logo depois para a máquina
que bipava escandalosamente ao lado dele.
- É impressionante. – ele olhou para Joe. – Eu nunca vi um caso assim.
- O que quer dizer? - ele
aproximou-se.
- Ela está reagindo, Joe. – Lisbeth interferiu.
***
- O caso dela é complicado. Interessante, mas complicado. Sei
lá, é como se ela pudesse sentir as pessoas do lado de fora.
- Estranho. – Caroline continuava prestando mais atenção em seu
celular do que em Joe. Ela se virou para ele de repente.
- Você ainda a ama, não ama? – ele riu, como se fosse óbvio.
- Eu não quero mentir para você. – ele assentou-se no sofá ao
lado dela, as mãos juntas entre os joelhos, e olhou em seus olhos.
- Demi é a mulher da minha vida. Eu me casei com 20 anos, tinha
tudo para dar errado. Mas... era a Demi, e não tem como dar errado com ela. A
não ser que não seja decisão dela, como agora.
- Por que você se casou comigo? – ele olhou para o lado
novamente.
- Já conversamos sobre isso.
- É, precisava de uma mãe para os seus filhos. Mas precisava se
casar? Sei lá, arrumasse uma babá eficiente, e estaria de bom tamanho.
- Eu acho que... eu queria encontrar minha esposa novamente.
Precisava de uma leveza feminina na casa de novo...
- E eu tinha que pagar o preço pelo seu desejo de uma “leveza
feminina”?
- Não foi isso o que eu quis dizer.
- Mas foi o que aconteceu. Joe, eu tenho três filhos que não são
meus, um marido que me beija pensando na ex...
- Ela nunca deixou de ser minha esposa.
- Deixou! É claro que deixou.
– ela gritou. – A partir do momento que eu me casei com você ela não é
mais sua esposa! – Caroline deixou a sala da casa praticamente marchando de
raiva. Cat apareceu no cantinho da porta.
- Por que a mamãe está tão brava? – ela correu até Joe e
assentou-se no colo dele.
- Não é nada, querida. Nada com você, pelo menos.
- Vocês estavam falando da esposa de quem?
- O que?
- Esposa. Esposa de quem?
- Não, esposa de ninguém.
- Eu ouvi, papai. A mamãe estava brava porque ela não é mais sua
esposa. Ela não é mais sua esposa, papai? Vocês vão se separar? – Joe riu.
- Duas coisas para você, pequena: você tem que parar de ouvir a
conversa dos outros, e tem que parar de entender errado a conversa dos outros.
- Não vão se separar? – Joe fez que não com a cabeça.
- Ah. Então tudo bem. – ela sorriu e foi embora saltitando.
***
Naquela tarde Joe voltou ao hospital, com o peito apertado e
medo do que iria encontrar, apesar de não saber exatamente porque.
Ele chegou ao quarto, e encontrou Lisbeth olhando para Demi.
- Ei, Beth.
-Oi, Joe. Tudo bem?
- Tudo. Quer dizer... Tudo mais ou menos. – ela sorriu, olhando
logo em seguida para ele.
- Tenho muito boas notícias, Joe.
- Pode falar. – ele se aproximou, não tão animado quanto
gostaria de estar.
- Não vamos desligá-la. A reação dela ontem foi inesperada, e
totalmente bem-vinda. Não estou dizendo que ela vai acordar. Não. Mas o que não
era nem uma possibilidade, agora é. – Joe não disse nada.
- Não está feliz? – Lisbeth perguntou.
- Estou. É só que... Não sei, Beth, estou cansado. A Cat me
perguntou ontem se eu e a Carol vamos nos separar. E eu não quero
desapontá-los. Tudo o que eu mais quero é ver meus filhos felizes. Não seria
difícil demais para eles?
- Talvez. Mas Joe, o mais importante é você estar feliz. Não
importa como.
Anteriormente, em The way I love you...
Continua...
***
***
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