28 de ago. de 2014

3x04 - A mesma casa, a mesma história

The way I love you  

3ª temporada 

Episódio 4– A mesma casa, a mesma história

Anteriormente, em The way I love you...
“ - Amanhã de manhã, bem cedo, nós vamos direto para Steinfield. Eu sei que é difícil para você, Nick, mas nós vamos direto para a tal casa.”

Continua...
- Bom dia, senhorita Green. Não sabia que viria trabalhar hoje.
- Não vim, Sam. Vim me despedir de Julian. Será que posso?
- Acredito que sim. Ele passou a manhã inteira no escritório.
- Mande avisar que estou entrando. – Ela sorriu para a recepcionista, já passando pela porta atrás do balcão. Entrou na segunda sala do corredor e fechou a porta atrás de si.
- Oi, Taylor.  – Selena disse, suspirando como se estivesse cansada.
- O que veio fazer aqui? – Ele perguntou, sem tirar os olhos do computador.
- Vim te dizer tchau.  – Ele olhou para ela.
- O quê? Por quê?
- Porque eu preciso me libertar. Já chega dessa vida de fugir, me esconder. Eu cansei. – Taylor se levantou rapidamente, segurando-a pelo pulso.
- Não é você quem dita as regras. Você quis assim, então vai ser assim até eu mandar parar, entendeu?  - Ele soltou o braço dela quando ela apontou para a câmera de segurança no canto do teto. – Até segunda ordem você é Lauren Green. E eu realmente espero que você me ouça dessa vez. Você sabe do que eu sou capaz. – Ele disse, tão rude quanto sempre fora.
Selena saiu da sala, acostumada com a rigidez de Taylor, determinada a mudar de vida, e mais do que nunca, assustada com o provável futuro que a aguardava.
***
Miley logo mandou Nick arrombar a frágil porta da casa, já cheia de cupins. Um pontapé e eles estavam na sala escura. A única fonte de luz era a porta, por onde entravam raios preguiçosos de sol da manhã. Não eram nem seis horas quando saíram da pensão. Agora era pouco mais de oito da manhã.
- Procure por algo nos quartos. – Miley disse a Nick, antes de ouvir uma voz vinda de um canto escuro da sala.
- Não é necessário.  – Selena mostrou o rosto. Parecia assustada. Nick deu um passo para trás, o coração disparado. Não conseguiu distinguir o que sentia.
- Você... - ele disse depois de longos segundos em um silencio profundo e angustiante. – está viva? – Nick não sabia se a abraçava, se desmaiava ou se saía correndo. – Eu levei flores ao seu túmulo, Selena. Todos nós levamos. E você estava viva esse tempo todo?
 - Eu não sou mais Selena. Meu nome é Lauren agora. E eu preciso muito da ajuda de vocês.
- Do que está falando?
- Estou falando de um acordo. Se vocês concordarem, eu os recompensarei.
- Não pode fazer um acordo com a polícia para se beneficiar. – Miley interferiu.
- Espera. Vamos ouvir o que ela tem a dizer. – Nick disse, colocando um dos braços a frente de Miley, os olhos fixos em Selena. Miley suspirou, assentando-se no sofá velho e empoeirado.
- Prossiga.
***
Taylor começava a considerar a possibilidade de fugir para a América Central, como tratara de espalhar assim que se mudou para Ottawa. Afinal, essas maluquices de Selena de ir embora depois de tantos anos, abandoná-lo com as bombas nas mãos, já estavam começando a fazer sentido, até para ele.
Ele entendia que ela tivesse percebido, finalmente, que estivera fazendo mal a ela mesma e a todas as pessoas que ela amava. Selena era o tipo de pessoa que amava a muitos, mas que não sacrificava a própria felicidade por todos eles. E Taylor sabia que ela se sentia a pior pessoa do mundo por não sacrificar sua felicidade por Demi, apesar de sempre ter achado esse apego das duas um tanto idiota.
Ainda assim, ele entendia que ela não quisesse continuar com essa vida de mentiras. E ele tinha que admitir, ela tinha toda a razão. Mas não queria que ela fosse. Não mesmo. Sem Taylor, nem Selena, ele não sabia o que fazer.
***
- Então você pretende voltar para Los Angeles? – Miley riu forçadamente. – Você deve estar doida, Selena. Não pode voltar para lá.
- Por que não? Eu não sou procurada pela polícia. Não cometi nenhum crime.
- Eu sei disso. Se bem que eu poderia encontrar algum furo nesse seu jeitinho de inocente, não acha?
- Tenho certeza que poderia. E tudo bem se encontrar. Estou disposta a me castigar, de qualquer maneira. – Miley contorceu-se no sofá.
- Por que está dizendo isso?
- Eu me arrependi de ter feito vocês sofrerem. E eu quero ver todos felizes novamente.
- Acho meio tarde para isso. – Nick interrompeu a conversa. – Não soube do que aconteceu com Demi? – Selena parecia confusa.
- Não.
- Selena, ela está em coma há seis anos. Joe se casou novamente, todos nós nos afastamos, e nada voltou a ser como era antes de você desistir de tudo para ficar com... ele.
A resposta dela foi levar a mão à boca. Ela olhou para o lado.
- Ela está em coma? Como? O que aconteceu? – Nick se levantou, andando pela sala.
- Bem, isso foi há seis anos e um pouquinho. Foi bem perto de casa, na verdade. Miley contou a ela que você tinha morrido, ela saiu desnorteada da delegacia e foi atropelada. Teve um traumatismo craniano, mas os bebês sobreviveram. Nasceram bem prematuros, mas isso já iria acontecer, de qualquer forma. Ficaram por mais de um mês na UTI, e nesse meio tempo Joe conheceu Caroline. E é óbvio que ele não a ama, nem um pouco em comparação com Demi. Mas enxergou nela uma boa pessoa, e o melhor, com instinto materno. Então se casou. E adivinha? Ele não é nem um pouco feliz com ela.
- Então por que se casou? – Selena perguntou, inocente.
- Pelas crianças, eu acho. Joe precisava de ajuda. E muita. E eles ainda acreditam que Caroline é a mãe deles. Joe nunca contou nada sobre Demi. Ele não quer que tenham esperanças demais.
- Mas e se ela acordar? O que acontece? Demi não vai ter Joe, nem as crianças? Mas que idiotice é essa?
- Nossa, não sabia que tinha se tornado tão agressiva  - Miley riu. – Por que ainda finge que se importa?
- Eu me importo.
- Ah, está na cara que sim.
- Por favor – Nick disse. – Chega. E então? O que vai ser agora?
- Eu preciso vê-la. – Selena falou rapidamente, com medo da resposta.
- Não pode voltar para Los Angeles – Miley interferiu.
- É claro que posso. Eu já disse. Não cometi nenhum crime. Sou uma cidadã livre. Tenho os meus direitos.
- Talvez. Mas se depender de mim, Selena, você não vai ver aquela família nunca mais. – Miley continuou.
- E por que não?
- Você ainda não sabe?
- Escuta, Miley, eu não sei exatamente o que você tem contra mim, mas você não pode tirar as pessoas importantes da minha vida. Não tem autoridade para isso.
- Eu sinto muito, Selena. Mas eles também são importantes para mim. E eu não vou deixar você machucá-los novamente. – ela se levantou e foi até a porta. Nick foi atrás dela. Ele olhou para trás antes de passar pela porta.
- Até que provem o contrário, você ainda está morta. – E fechou a porta. Selena olhava para ele com lágrimas nos olhos. Como havia chegado a este ponto?






Parceria + Notícias sobre TWILY

What's up, galera?
So... Nos últimos meses estive bem longe, né? (Ai, novidade...)
Mas ó,  eu sei que eu disse que postaria The Way I Love You, e eu vou. É só porque não tá digitado, e eu tenho uma preguiça enooorme de digitar tudo. Hahaha. Alguém me ajuda, nunca vi ninguém tão enrolado quanto eu.
O Capítulo 4 está a caminho, em breve (talvez ainda essa semana, quem sabe?).


E agora... que rufem os tambores...
MINHA PRIMEIRA PARCERIA TÁ NO FORNO.
Pronto, falei. Hahaha. O negócio é o seguinte: Eu e a Diana, do http://dianaisabelpinto.blogspot.pt/, estamos escrevendo uma história juntas. (Vocês meio que sabiam, né?). O blog já está pronto, e o nome, sinopse e personagens serão divulgados em breve. Só posso adiantar que será de Mistério e Romance.
E eu tô muuuito animada, e espero realmente que vocês gostem.
Volto em breve, gente. Juro juradinho.
Beijo!
-L

18 de ago. de 2014

Senhorita Descontrole

Que tipo de pessoa é cara de pau o suficiente para vir aqui divulgar seu mais novo blog? o/ Eu sou.
Entrem lá galera. Não vamos perder o contato.

http://senhoritadescontrole.wordpress.com/



1 de jul. de 2014

3x03 - Desligue-se


The way I love you

3ª temporada

Episódio 3 – Desligue-se

Anteriormente, em The way I love you...

“ Ele passou pela catraca e subiu as escadas até o terceiro andar. Parou na frente da porta de número 304 e entrou sem bater.”

Continua...

Joe acordou antes das seis e meia, e observou Demi respirar lentamente através dos tubos transparentes por quase meia hora. Ele se lembrava perfeitamente da maioria dos momentos que passaram juntos antes de tudo isso acontecer. Dos bons momentos, dos ruins – e foram muitos  -, das doenças, dos acidentes, mas também das alegrias, surpresas, da gravidez... Ele mais do que tudo lamentava o fato dela não ter visto os filhos crescerem. Esse era o sonho dela.

Joe acariciava a mão delicada de Demi quando Lisbeth chegou ao quarto.

- Bom dia! Há quanto tempo está acordado?

- Pouco mais de meia hora.

- E esteve contemplando-a esse tempo todo?

- Como negar? Ela é linda.

- É verdade. Você tem muita sorte, Joe.

- Queria poder dizer que sim, mas... Se eu tivesse sorte ela não estaria assim.

- Joe, eu recebi os últimos exames dela hoje. Você quer saber o que há de novo?

- Se for necessário...

- Então deixe-me te falar. É melhor você se assentar. – ele piscou os olhos duas vezes antes de se assentar no sofá cinza de dois lugares.

- Demi pode estar correndo sérios riscos, Joe. Não que ela não estivesse antes, e eu tenho que dizer que para ter sobrevivido por seis anos ela é uma guerreira, mas dessa vez é mais grave. O coração dela está batendo cada vez mais fraco, e há um sério risco de ela ter uma morte cerebral muito em breve. – Joe encolheu-se, colocando as mãos ao redor da cabeça. Ele olhou para Demi de soslaio, e disse, como que cuidadoso:

- E se a desligássemos?

- O que? – a enfermeira olhou para ele de repente.

- Todos sofreríamos menos, Beth. Já fazem 6 anos. Nós todos sabemos que ela não vai acordar.

- Talvez acorde. Joe, o caso dela é grave, mas não é o mais grave que eu já vi. Já houve pessoas nesse hospital no pior dos níveis de coma, elas tinham menos de 85% de chance de sobreviver, e algumas delas sobreviveram.

- Elas ficaram 6 anos em estado vegetativo?

- Não. As duas que sobreviveram passaram seis meses e um ano em coma.

- Duas? Quantas pessoas em nível grave de coma passaram por aqui? – Lisbeth enrolou por alguns segundos.

- Dezessete.

- Viu? Beth, por mais que eu a ame, e por mais que eu não a queira ver partir, eu preciso deixá-la ir. E eu sei que se eu mandar desligá-la eu vou me culpar pelo resto da vida, mas pelo menos eu vou deixa-la descansar. Eu construí outra vida, Beth. E eu preciso viver em paz.

***

Cat logo veio abraçar o pai quando ele chegou. Ele parecia preocupado, assustado, talvez até choroso, e ela logo percebeu. Antes que dissesse qualquer coisa, Joe a abraçou mais forte, e ela não recuou. Agarrou-se no pescoço dele como se fosse ela tudo o que ele precisava. E era. Joe derramou-se em lágrimas enquanto abraçava a filha, que nada perguntou sobre o motivo.

Alguns segundos depois ele a soltou, ainda que relutante.

- Sinto muito, papai. Mesmo que eu não saiba pelo que. – Joe olhou no fundo dos olhos dela, e balançou a cabeça, concordando. Ele disse, depois de um tempo:

- Você tem os olhos dela. – E sorriu.

- De quem?

- Da sua mãe. – Beijou a testa dela e se levantou, indo até a cozinha cumprimentar Ashley e os filhos, que a ajudavam a preparar o café da manhã.

***

Mais tarde, Catarina observou os olhos da mãe, Caroline, e constatou que seu pai estivera completamente equivocado. Os olhos de sua mãe eram azuis e pequenos, e os dela eram castanhos e profundos. Achou que seu pai estava ficando maluco, e voltou para a casinha de madeira no quintal, onde sua irmã passara toda a tarde de domingo.

Joe passou o resto da tarde de domingo com os filhos, na casa de Ashley. Ela não andava tão mais abatida como depois da notícia da morte da irmã. Depois de seis anos, parecia que o mundo voltara a girar da mesma forma como sempre girara.

As coisas mudaram muito, é verdade. As coisas, e as pessoas.

Nick vendeu sua casa e se mudou para um bairro próximo ao centro. Raramente ligava para Joe, nem que para saber dos sobrinhos. A última vez que o vira foi há seis meses, quando ele veio até a igreja onde Selena foi, simbolicamente, velada. Ele trazia flores. Astromélias. As preferidas dela. Joe sabia que, dentro daquele coração amargurado por um amor sofrido, ainda existia o mesmo homem com quem vivera por toda a sua vida. O verdadeiro Nicholas.

Joe não sabia do paradeiro dos causadores das inúmeras coisas ruins que sucederam em sua vida. Ouviu dizer que Taylor fugiu do país, para algum lugar na América Central, onde certamente viveria em condições precárias, porém ninguém nunca confirmou nada.

O resto das pessoas havia simplesmente desaparecido no meio da confusão. Selena fora dada como morta, Demi entrou em um coma profundo. Miley e Liam passaram um tempo juntos, mas sabe-se lá porque se separaram. Lucy evaporou por entre a multidão. Ninguém se deu ao trabalho de prestar atenção neles dada a situação de Demi e Selena.

Queriam uma resposta, e só. É isso? Tudo acaba assim?


 

 

 

30 de jun. de 2014

3x02 - Investigação de rotina


The way I love you

3ª temporada

Episódio 2 – Investigação de rotina

Anteriormente, em The way I love you…

“- Peça uma folga no trabalho e venha para casa o mais rápido possível.

- Você está aí?

- Sim. Vou arrumar nossas malas.

- Para onde vamos?

- Vancouver. Não se preocupe com as passagens. E Nick, não comente com ninguém. “

Continua…

Assim que o avião pousou nas terras geladas do Canadá, depois de algumas horas de conexão em Seattle, Miley pegou sua mala na esteira e correu até o carro preto que os esperava. Apresentou Nick a seu irmão e entraram no carro, dando partida rapidamente.

Depois de algumas horas de viagem até a ilha, onde tudo efetivamente começou, Nick e Miley não podiam estar mais cansados. Decidiram parar em um hotel qualquer nos arredores para dormir um pouco e comer alguma coisa. Trace havia emprestado o carro a eles e os dois revezavam na direção. O único hotel da região era uma pequena pensão pouco aconchegante.

A mulher atrás do balcão começou a falar assim que passaram pela porta:

- Que bom que chegaram logo. Vem vindo uma tempestade de vento e as pessoas vão ficar sem abrigo. Felizmente ainda temos um quarto. – ela sorriu simpática.

- Um quarto? – Miley perguntou.

- Sim. Ah, perdão, eu pensei que vocês fossem...

- Não somos. – Nick disse em um tom quase frio.

- Bem, infelizmente só temos um quarto.

- Tudo bem, ficamos aqui.

- Eu vou providenciar para que estejam o mais confortável possível.

- Tudo bem. – Miley respondeu. – Eu posso subir com as malas enquanto Nick faz o cadastro?

- É claro. Suba as escadas, segunda porta à direita.

Miley subiu as escadas. A pensão não tinha muitos quartos, e todos estavam com as portas fechadas, com exceção de um. Entrou neste, arrastando uma mala e carregando outra. Acendeu a luz e olhou para o quarto. Suspirou, colocando as mãos no quadril.

- Cama de casal. Que divertido. – Disse irônica. Nick chegou ao quarto em menos de dois minutos.

- Vamos embora amanhã de manhã?

- Sim – Miley olhou para ele. Ele fechou a porta.

- Pedi para Amanda reservar o jantar.

- Já fez amizade com ela? – Miley riu.

- Quase isso. Fazer o que? As pessoas me amam. – ele riu também.

- Eu vou tomar um banho então. – Miley colocou sua mala encima da cama, incomodada com a falta de espaço do quarto. Tirou algumas peças de roupa de lá e colocou-as sobre a colcha amarelada. Nick assentou-se na cama enquanto a observava. Miley olhou para ele e sorriu.

- Eu estou indo... – ela riu, jogando a cabeça para trás e andando até o banheiro ao mesmo tempo.

Miley entrou no banheiro, respirou fundo, tirou as roupas, já tremendo de frio, e entrou sob a água quente, sem deixar seu cabelo molhar. Desligou o chuveiro e esticou sua mão para pegar a toalha. Enxugou-se, vestiu uma calça preta e camiseta e saiu do banheiro carregando suas roupas e a toalha.

- Descobri uma coisa que funciona por aqui: o chuveiro. – Nick abriu os olhos.

- Pelo menos isso. – ele olhou para Miley. – Não está com frio? – ela tirou uma jaqueta da mala e vestiu-a.

- Não mais.

***

- Então é o seguinte: amanhã de manhã, bem cedo, nós vamos direto para Steinfield. Eu sei que é difícil para você, Nick, mas nós vamos direto para a tal casa.

- Não é difícil para mim. – Nick disse olhando para o lado.  – Só é complicado. É uma parte da minha vida que há muito eu tento esquecer, mas parece que me persegue.

- Tudo bem, isso acontece com todos nós. – Miley colocou sua mão sobre a dele. – Mas de qualquer forma, você entendeu o plano?

- É só investigação de rotina.

- Isso.

- Nós saímos daqui cedo, direto para a casinha de bonecas.

- Exatamente. Se encontrarmos alguma pista sobre o que aconteceu com ela, comunicamos os outros envolvidos no caso.

- Eles não sabem que estamos aqui?

- Não.

- E como conseguiu folga no trabalho?

- Agora estou em Dallas investigando um outro caso.

- Por que, Miley?

- Porque eu quero manter isso em segredo.

- Eu estou liberado à perguntas?

- À vontade.

- Como conseguiu as passagens?

- Eu compro muito, sabe? Milhagem.

- E como descobriu que havia alguma pista?

- Eu recebi uma carta, Nick. Uma carta anônima. Mas eu não posso falar sobre isso aqui. É perigoso. – Amanda chegou à última mesa do salão trazendo dois pratos com um caldo verde e uma cestinha de pães fumegantes.

- Obrigado, Mandy. – Nick sorriu enquanto olhava para ela. Ela se retirou e Miley começou a falar.

- Parece que você fez mesmo amizade com ela, né?

- Não... eu estou só sendo cortês. – ele sorriu. Miley olhou para a janela. Do lado de fora, a neve caía lenta, alcançando o vidro.

- As coisas podiam ser sempre assim.

- O que quer dizer? – Nick olhava para ela, que olhava para fora.

- Tudo é sempre tão simples quando estou com você, que às vezes eu desejo que tudo fosse assim. Sei lá, às vezes eu queria não ser delegada, não ter tanta coisa para me preocupar, tanta rotina, tanta falta de amor. Minha profissão é toda sobre falta de amor.

- Quando está comigo? Eu pensei que... – ela olhou para ele.

- Nick, depois do acidente de Demi nós todos nos afastamos. Menos eu e você. Nos tornamos mais próximos.

- É verdade.

- E eu sinto que posso contar com você.

- Você pode.

- E eu realmente espero que um dia isso acabe. – ela riu, colocando a cabeça entre as mãos. – mas vamos comer, a sopa está esfriando.

***

Joe deixou as crianças na casa de Ashley e foi até o hospital. Como sempre, ele parou na portaria  e respirou fundo.

- Quarto 304. – Ele disse à recepcionista.

- Joe, fazem 6 anos, seu cartão já fica até guardado. – Ela tirou um cartão branco com letras e uma foto de uma gaveta e entregou-o a Joe.

- Obrigado, Jane. – ele passou pela catraca e subiu as escadas até o terceiro andar. Parou na frente da porta de número 304 e entrou sem bater, uma enfermeira acabava de colocar um novo cobertor em Demi.

- Boa noite, Lisbeth.

- Oi, Joe.

- Como ela está hoje?

- Bem. Está reagindo melhor ao tratamento novo.

- Que bom. – Joe se aproximou e tocou os cabelos dela.

- Como estão as crianças? – Lisbeth perguntou.

- Ainda não gostam de Carol. Eu não entendo. Quando nos casamos ela era tão diferente, carinhosa, atenciosa, dizia que amava crianças, e realmente tratava as minhas como se fosse a mãe deles.

- Eu sinto muito.

- É. Eu também. – ele voltou a olhar para Demi.

- Eu tenho que ir, Joe. Vai passar a noite aqui hoje?

- Sim. Só para matar a saudade.

- Boa noite então. Eu volto pela manhã.

- Boa noite, Beth.

***

Nick e Miley saíram do refeitório da pensão pouco antes das onze horas. O tempo passou mais rápido do que puderam perceber. Entraram no quarto já com sono, por conta da longa viagem, e Nick foi logo tomar seu banho. Miley vestiu seu pijama enquanto ele ainda estava no chuveiro, o que não durou muito tempo.

- Que frio é esse? Nem aqui dentro nos deixa em paz. – Nick reclamou enquanto apagava a luz do banheiro.

- Bem vindo ao Canadá!

Nick vestiu a camiseta de mangas compridas antes de apagar a luz do quarto, aumentar a temperatura do aquecedor, e enfiar-se debaixo das cobertas.

- Tem certeza mesmo que não estamos desconfortáveis com essa situação? – ele perguntou.

- Por favor, Nick, somos adultos. – ela riu.

- É o que todos sempre dizem.

- E afinal, onde você vai dormir se não aqui do meu lado? No banheiro? Vamos combinar que a situação poderia ser pior.

- Ei, se não fossemos dormir na mesma cama é você quem dormiria no banheiro. – Nick disse, rindo.

- Que falta de cavalheirismo, em Nick?

- Deixa para lá. – ele sorriu no escuro. – Estamos os dois bem aqui.

- Estamos. – Miley também sorriu, sentindo o perfume de sabonete barato de hotel bem ao seu lado. Ficou feliz por não estar dormindo no banheiro, mas ao lado de Nick, por mais que estivesse se sentindo mais culpada do que nunca por causa de Selena e Liam.

 

Apenas um sonho (trailer)

Bem, finalizei há um tempinho um trailer de uma possível short fic, e acabei postando hoje no Youtube. Não é uma promessa nem nada, mas quem sabe eu realmente não decida postá-la, né?
Tá aí:



Volto logo, galera!
Love,
-L

29 de jun. de 2014

3x01 - Uma enorme distância entre nós



The way I love you

 3ª  temporada

Episódio 1- Uma enorme distância entre nós
 

Ainda que distante, senti o ambiente pesado envolver-me. Por algum motivo não conseguia abrir meus olhos. Como se meu corpo não respondesse à minha mente. Na verdade, notando bem, quase não posso senti-lo. Minhas pernas parecem ter evaporado, assim como meus braços e tronco. Como se tudo o que restara fosse a cabeça. Algo lateja dentro dela. Um barulhinho chato de medidor de pulsação cardíaca soa lento do lado de fora. Para onde foram tudo e todos? Por que eu pareço tão fora de órbita?

***

A delegada pegou suas coisas e já passava pela porta de vidro da delegacia quando alguém chamou-a no fundo da sala.

- Miley?

- Sim? – ela voltou o olhar para a pessoa.

- Eu sinto muito por tudo.

- Tudo bem – suspirou.  – As coisas acontecem.

- Parece que até demais com você.  – Miley deu de ombros, sem negar nem afirmar. Um silêncio incômodo invadiu a sala, e a garota ruiva recomeçou a falar.

- Ah – levantou-se subitamente. – Quase me esqueci. – ela foi até o armário preto do lado de sua mesa e tirou um pequeno envelope de lá. – Um homem deixou isso aqui de manhã. Você não estava, e ele quis levar de volta, mas eu insisti e ele acabou deixando.

Miley pegou o envelope e abriu-o em silêncio. Ela leu o papel escrito à mão por alguns segundos e disse:

- Fez bem em insistir. Eu tenho que ir. – abriu a porta novamente e andou rapidamente até seu carro do outro lado da rua.

***

Joe esperou as crianças chegarem da escola do lado de fora da casa. O ônibus mal apontou na esquina e Ben, Cat e Sophie correram até ele, abraçando-o pelas pernas.

- Já está pronto, papai? – Cat perguntou enquanto olhava para ele.

- Na verdade, pequena, precisamos esperar a mamãe.

- Ah, não. Ela vai chegar atrasada e nós vamos perder o filme.

- Não vamos não. Vem, vamos entrar. – Joe deu as mãos para as duas meninas e Ben seguiu-os até a porta da frente. Joe ligou para Caroline duas ou três vezes antes de sair de casa com as crianças, sem ela.

***

- Nick! Nick, eu preciso que você me encontre em algum lugar. Mas tem que ser agora.

- Eu não posso. Estou no trabalho. – ele sussurrou.  – O que aconteceu?

- Eu sei o que aconteceu com ela.

- Do que você está falando, Miley?

- Estou falando de Selena. Eu a encontrei. – Nick engoliu em seco.

- Tem certeza?

- Tenho. Peça uma folga no trabalho e venha para casa o mais rápido possível.

- Você está aí?

- Sim. Vou arrumar nossas malas.

- Para onde vamos?

- Vancouver. Não se preocupe com as passagens. E Nick, não comente com ninguém. Eu preciso ir.  – Ela desligou rapidamente o telefone e dirigiu-se para o andar de cima. Entrou no quarto de Nick e abriu a porta de seu guarda-roupas. Abriu a mala sobre a cama e colocou nela algumas peças de roupa de Nick. Depois desceu novamente as escadas e pegou sua própria mala. Enquanto esperava Nick chegar, Miley observou os porta retratos por algum tempo. Mesmo depois de tantos anos, e mesmo depois de tudo, Nick ainda guardava algumas fotos de Selena. Teria ele a amado tanto assim?

***

Naquela sexta-feira à noite, Miley e Nick pegaram um avião até Vancouver. Talvez encontrassem a resposta que há 6 anos procuravam. O que exatamente aconteceu com Selena?

Joe e as crianças esperaram Caroline acordados até quase onze da noite, enquanto assistiam a um programa no Animal Planet. Ela não voltou para casa até amanhecer.

A cada ano que passava, mais distantes as coisas ficavam. A morte de Selena, o coma de Demi, todas as traições e confusões no passado ocorridas, tudo parecia mais longe do que costumava ser. Com o tempo, as pessoas também começaram a se afastar umas das outras. A relação de outras ficou mais forte. Mas nada nunca voltou ao normal depois daquela manhã de outubro, quando tudo, finalmente, acabou.

 ***

Uma última coisa: Se tiver alguém acompanhando, dê um sinal. Vai me deixar feliz. :D