Hideaway
“Típica tarde de verão de uma escritora. O sol bate fraco, quase imperceptível, na calçada limpa e clara da esquina movimentada em Londres. Starbucks. Cappuccino tradicional. Brownies. Um caderno com a capa florida. Palavras. Novecentas e setenta palavras de consolo para uma vida quase solitária. A bolsa empanturrada de livros grossos e novos, lenços de papel amassados e barras de cereais diversos estava aberta sobre a cadeira ao lado. Romances de antigos e experientes escritores. Leitura planejada há tempos. Tempo era o que mais faltava.”4 de março de 2012
Londres, Inglaterra
Lembranças de uma vida vivida da melhor maneira possível. O problema é: nesses tempos de hoje, o melhor não é mais aceito, nem mesmo serve para alguma coisa. Mas nós dois vivemos da melhor maneira, e vivemos felizes. Só faltou o para sempre para ser perfeito.
22 de janeiro de 2008
Londres, Inglaterra
Não era sonho. Era a pura realidade. Isso não soa muito poético, ou otimista, mas é a verdade. As vagas e passageiras lembranças de nós dois reapareceram ontem. Sonhei com ele novamente. Só que não era sonho, era realidade. E assim que acordei, me lembrei dos bons momentos, daquele tempo não tão distante em que éramos perfeitos juntos. Quando as pessoas diziam que fomos feitos um para o outro. Hoje faz exatamente um ano. Talvez por isso tenha me lembrado. Mas não se preocupe: já estou conseguido esquecer novamente. Só é... Complicado. Muito complicado.
15 de janeiro de 2006
York Shire, Inglaterra
- O que me diz? Emma? Está tudo bem? – com uma das mãos levada à boca, uma lágrima escorria pelo meu rosto.
- Sim... Sim... Claro! – sorri, aceitando o pedido, e logo depois o abracei.
- Não seja tão dramática, Em. – ele ria da minha expressão. Ainda ajoelhado, pegou minha mão direita e colocou no dedo anelar um lindo anel de brilhantes. Fiquei impressionada com a incrível capacidade dele de ser perfeito. E sorri.
- É só meu jeito de ser. – sorri. Ele se levantou, mas continuava rindo. Cada vez mais.
- Você não consegue ficar um minuto sem ser tão filosófica, não é?
- Não sou filosófica. – fiz uma careta – Credo! Odeio filosofia! Eu sou poética, e... Amante da vida. Das palavras, do amor. De você.
- Viu? Só você. E... Amante do amor? De onde tirou isso, Em? – bati na minha cabeça com a mão fechada, e ele riu.
- Então... Aonde quer ir hoje? Fazer alguma coisa? Talvez... Jantar? – ele sorria. Aquele sorriso mais lindo do mundo. Me fazia delirar a maior parte do tempo em que estava perto dele.
- Claro. Pode ser divertido. Não, não... Perdão. Vai ser divertido. Porque vai ser com você. – Ele riu.
- Você é louca, Emma.
- Sou mesmo. – sorri. Era tudo o que eu sabia. Sorrir.
7 de março de 2006
York Shire, Inglaterra.
- Como assim já está tudo pronto, Em? Nesse tempinho de nada que estive fora você já preparou tudo para o casamento?
- Sim. Eu sozinha não, na verdade. Rosie fez a maior parte, mas já está tudo pronto. – Estranhei. Ele não parecia muito contente com a notícia. – Shane? Por que não está feliz?
- Não... Estou feliz. Muito. É só que... Quando te pedi em casamento, não pensei que fosse tão rápido. Quer dizer, não acha que somos muito novos? Você só tem dezoito.
- Não. Não acho Shane. Se isso é real, não tem porque esperar.
- E se... Não for real?
- Como assim? Você quer dizer que não me ama?
- Não, Em. Não estou dizendo isso. Só acho que podíamos esperar mais um pouco. Talvez até você terminar a faculdade.
- Mas faltam três anos.
- Eu sei.
8 de abril de 2006
York Shire, Inglaterra
Algum tempo se passou. Pouco tempo, na verdade. Mas pouco tempo é suficiente para mudar tudo. Seu destino. Seus sonhos. Seus planos. Sua vida. E nós não fomos diferentes: pouco tempo foi suficiente para mudar tudo.
Agora estou aqui. Solitária e sonhadora. Esperando que algum dia ele volte, e tudo mude novamente. Esperando que ‘talvez’ se torne ‘com certeza’. Esperando que tudo volte a ser como era. Esperando que tudo tenha sido apenas um grande e aterrorizante pesadelo. Esperando uma resposta para tudo, ou para qualquer coisa. Esperando. Esperando.
22 de janeiro de 2007
Londres, Inglaterra
Nada se compara ao que aconteceu hoje. O que era uma espera, a falta de uma resposta, a esperança de ter sido só um pesadelo, se tornou um pesadelo real. A pior notícia que alguém pode receber. Recebi. Sem chão, sem vida, sem mundo, sem você. Eu te encontrei. E te perdi. Eu vivi da melhor maneira. Mas a melhor maneira não foi suficiente. A melhor maneira era você. A melhor e a única maneira. Mas se foi. Se foi sem deixar rastro. Morreu meu coração. Morreu junto com você.
Me lembro daquele verão. Um amor de verão. Um amor que pensávamos ser passageiro, mas não foi. E as pessoas diziam: tolice. Mas eu gostava de você. Não me importei. Você roubou meu coração,eu não queria de volta. Mas você insistiu. Agora atenda o telefone, quero ouvir sua voz novamente. Impossível. A palavra mais odiada da minha listra negra. Aquele amor de verão com meu melhor amigo, sabe? O que se tornou amor de vida. Agora se foi... Ainda te espero. Pacientemente. Mas volto a usar minha lista negra. Agora em quase tudo.
04 de março de 2012
Londres, Inglaterra
Amar você. A única coisa que desejei ter feito da melhor maneira, mas não fiz. Você, meu refúgio, foi quem me amou.
Agora digo: Quando naquele dia vinte e dois de janeiro de 2007, recebi de sua mãe a pior notícia do mundo, meu único desejo foi ter você aqui para me segurar enquanto caia. Você.
Típica tarde de verão de uma escritora. O sol bate fraco, quase imperceptível, na calçada limpa e clara da esquina movimentada em Londres. Starbucks. Cappuccino tradicional. Brownies. Um caderno com a capa florida. Palavras. Novecentas e setenta palavras de consolo para uma vida quase solitária. A bolsa empanturrada de livros grossos e novos, lenços de papel amassados e barras de cereais diversos estava aberta sobre a cadeira ao lado. Romances de antigos e experientes escritores. Leitura planejada há tempos. Tempo era o que mais faltava.
A partir daquele dia, é assim que vivo: me consolando sobre você.
***
Já está nos afiliados.
ResponderExcluirAgora você tem que colocar um link meu no seu blog
Obrigada ;D
Smack da Mandy ;***
Obrigada, linda!
Excluirtipo, eu comecei a ler hoje a fic e por favor não apaga!!!! Eu estou realmente amando, eu não estava comentando pois não achei antes, eu ainda não terminei de ler, porque to MUITO ocupada, espero que você não apague okay? Você acaba de ganhar uma leitora loca, dramática, chorona, chata e que faz comentários GIGANTES, porque se empolga com fics, espero que isso seja o bastante pra ter prender aqui e fazer com que você tire essa ideia maluca da sua cabecinha!!
ResponderExcluirLove,
Mah Jonas *.*
Ai... eu confesso que eu chorei lendo seu comentário, Mah! Eu já choro lendo os seus comentários em outros blogs...agora... no meu? MEU? Ha, não aguentei! Que bom que gostou! Eu realmente fiquei muito feliz...
ExcluirE olha só que legal: hoje mesmo eu tava fuçando os comentários em Catch me [*-*] e achei seu blog... e VICIEI! Ainda nem comentei por lá porque só dei conta de ler até o capítulo 49 hoje, hehe...Mas pode contar com uma nova leitora, seguidora, comentarista, do contra, que já te ama do fundo do coração!
E pode deixar que vou tentar tirar essa ideia doida da minha cabecinha de vento.
Obrigada por fazer do meu dia um bilhão de vezes melhor...
E já sei o que vou fazer por aqui...
Um beijo ( o maior que você possa imaginar) no fundo do seu coração!
Love²,
Lifewear...
OMG omg OMG !!
ResponderExcluirQue saudades imensas de seus textos!
Oxi, foi mal desaparecer assim, sem dizer nada, mas é que eu fiquei muuuuito brava, peguei birra do blogger quando ele excluíu minha conta :(... mas com a saudade que eu estava de escrever e ler fics, acabei deixando de lado a birra e voltei!
Nossa, a cada texto você está escrevendo cada vez mais brilhantemente! Ameeei !
Saudades de ti !
- by : Amiga que some e nem avisa (T. - Annah)
xoxo